Aproveitem bem esse espaço de debates!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O presente blog apresenta o projeto de criação de um Museu Afro para turmas do Ensino Médio, não é apenas a aplicação da Lei 10.639/03 a partir da atuação dos docentes das áreas de história, mas principalmente realizar um trabalho de valorização e resgate da cultura afro e afro-brasileira no ambiente escolar. Esperamos que nossos alunos e alunas ao refletirem sobre uma temática tão importante possam desenvolver um senso crítico quanto às ideologias presentes na sociedade.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Política de cotas no Brasil

No Brasil as principais políticas de cotas são: Cotas Raciais, Cotas de Gênero Sexual, Cotas Sócio-econômicas. Elas têm por objetivo desenvolver a igualdade social, porém, grupos contrários à sua implantação dizem, em seus discursos, que a implantação de cotas fere o direito constitucional da igualdade que diz que todos são iguais perante a lei.

Cotas Raciais

Nos últimos anos vêm crescendo a reivindicação e a implantação de cotas raciais em diversas instituições brasileiras. Os defensores dos sistemas de cotas raciais justificam sua implantação afirmando que eles são necessários para corrigir erros históricos como a escravidão dos negros.

Onde já é possível encontrar cotas raciais implantadas:

  • Programas televisivos (nos últimos anos têm aumentado a presença de atores, repórteres e apresentadores afro-descendentes na TV, principalmente devido à reivindicação de grupos que defendem os direitos dos negros);
  • Comerciais de TV;
  • Universidades públicas;
  • Universidades particulares através do PROUNI;

Cotas de Gênero

A cota já implantada desse tipo que merece maior destaque é a que obriga aos partidos políticos e coligações a terem o mínimo de 30% de candidatos de cada gênero sexual em suas chapas que concorram aos cargos legislativos nas eleições municipal, estadual e federal.

Cotas Sócio-Econômicas

Nesse tipo de cotas merecem destaque as isenções de pagamento de impostos, de pagamento de inscrições para concursos e vestibulares e outras isenções destinadas às pessoas de baixa renda.

O sistema de cotas é considerada uma medida polêmica, gerando debates acalorados nos círculos acadêmicos. É algo que divide opiniões, embora seja um consenso de que algo deva ser feito para diminuição das desigualdades entre os cidadãos e grupos sociais. Alguns argumentam que o problema é de base e que atacar as conseqüências não resolve o problema, apenas cria outro.

Uma das contradições relacionadas às cotas de cunho racial frequentemente citadas diz respeito à institucionalização do racismo: para alguns críticos, a distinção de etnias por lei acabaria por agravar o racismo já existente.

Controvérsias

Algumas controvérsias específicas às cotas de cunho racial residem no fato de que seria difícil definir quem teria direito a tais políticas. Alguns defendem o critério de autodeclaração, outros defendem a instauração de uma comissão de avaliadores que, baseados em critérios objetivos e subjetivos, decidiriam quem teria direito às cotas. Esta questão não é ponto pacífico, pois não há consenso sobre o tema. Em geral, as cotas raciais são voltadas para a população autodeclarada negra - podendo abranger os pardos que se declarem negros. Um caso ocorrido em 2007 na Universidade de Brasília, reacendeu a polêmica, pois dois gêmeos univitelinos foram classificados como sendo de etnias diferentes.

Ações de inconstitucionalidade já foram propostas por alguns políticos e entidades da sociedade civil contra o sistema de cotas. Outros também se mobilizaram na defesa da reserva de vagas.

Ocorre também que, ao analisar o sistema de cotas, sua aplicabilidade e seus possíveis bônus ou ônus, deve-se perceber que qualquer ação afirmativa, que busca transpor as desigualdades e a igualdade material (utopicamente), deve ser aplicada por um determinado tempo, ou seja, não é um instituto que deva ser aplicado com um finalidade definitiva .Juntamente a isso, há de se entender que as ações afirmativas, como o sistema de cotas, devem possuir ações conjuntas, atacando o problema desde a sua raiz, pois nenhum problema social foge da deficiência das estruturas de base, como educação, distribuição de renda, falta de oportunidade, e outros.


Com base no texto diga se você é contra ou a favor da política de cotas e dê uma justificativa para o seu posicionamento(Por que é contra? Por que é a favor?)

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

História da Amazônia

A HISTÓRIA da região tem sido, da chegada dos primeiros europeus à Amazônia até os dias atuais, uma trajetória de perdas e danos. E nela, a Amazônia tem sido, e isso paradoxalmente, vítima daquilo que ela tem de mais especial — sua magia, sua exuberância e sua riqueza.

Não se trata de uma queixa, mas de uma constatação simples: a Amazônia foi sempre mais rentável e, por isso, mais útil economicamente à Metrópole no passado e hoje à Federação, do que elas o tem sido para a região. A Amazônia foi no passado "um lugar com um bom estoque de índios" para servirem de escravos, no dizer dos cronistas da época; uma fonte de lucros no período das "drogas do sertão", enriquecendo a Metrópole; ou ainda a maior produtora e exportadora de borracha, tornando-se uma das regiões mais rentáveis do mundo, numa certa fase. Na Segunda Guerra Mundial, fez um monumental esforço para produzir borracha para as tropas e equipamentos dos Aliados. Mas é mais recentemente que ela tem sido mais explorada: seja como fonte de ouro, como em Serra Pelada, que serviu para pagar parte da dívida nacional, deixando na região apenas as belas reproduções das fotografias que percorreram o mundo, mostrando a condição subumana do trabalho dos homens no garimpo; seja como geradora de energia elétrica para exportar para outras regiões do Brasil e para os grandes projetos, que a consomem a preços subsidiados, enquanto o morador da região paga pela mesma energia um preço bem mais elevado; seja como última fronteira econômica para a qual milhões de brasileiros têm acorrido nas últimas décadas, com vistas a fugirem da persistente crise econômica do país, buscando na Amazônia um destino melhor (o que, infelizmente, poucos encontram).

E, se poucos migrantes têm conseguido ascender socialmente no novo lugar de destino (a Amazônia), em compensação, devido à histórica política de abandono das classes pobres pelo Estado brasileiro, a região vem se convertendo desde as últimas décadas num espaço onde se registram o conflito no campo, a miséria urbana e o desperdício de recursos naturais. Embora seja, talvez, a maior província mineral de todo o planeta e produza ferro e outros minérios, ajudando o país a manter sua balança comercial, pouco se tem beneficiado das exportações em geral, já que a maioria dos impostos não fica retida na região.


Com base no texto acima sobre a Amazônia, comente a seguinte afirmação: "Ao longo de sua história, a Amazônia tem gerado sempre mais recursos para fora do que tem recebido como retorno; tem sido, permanentemente, um lugar de exploração, abuso e extração de riquezas em favor de outras regiões e outros povos".

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Ano letivo 2010 III unidade

Olá a todos e todas!

Estamos iniciando uma nova unidade, e trabalharemos com um blog. Postem nos comentários o que vocês esperam desta atividade e o que gostariam de ler e assistir no blog. Abraços.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Um novo ano que começa...

Pessoal, mais um ano que iniciamos. Para muitos, que estudam ou são professores nosso ano começa dia 02 de março, para uns, ou dia 09 para outros. Nesse ano espero que esse blog possa alcançar mais mentes do que em 2008, ou como diria Juvenal, um palestrante que tive o prazer de conhecer no Irê-Ayo: que esse blog possa "escurecer" um pouco mais as mentes de todos aqueles que entrarem em contato com ele.

domingo, 26 de outubro de 2008

Consciência Negra! Será?

“Na luta contra o racismo, o silêncio é omissão”.
Jacques d´Adesky

Estamos nos aproximando de mais um 20 de novembro, data do assassinato de Zumbi, em 1665 e desde 1971, tornou-se também o Dia da Consciência Negra. Infelizmente, ainda é comum nos centro escolares, seja público ou particular, que esta data e o papel do negro sejam lembrados apenas com a proximidade do evento, que para muitas cidades já correponde a um feriado. Mas, já temos ciência que a educação precisa melhorar muito, para representar de fato, uma educação de qualidade. Atrelada à lei 10.639/03 que estabelece a obrigatoriedade da temática africana e afro brasileira nos currículos escolares, gostaria que vocês, alunos, ou apenas leitores curiosos opinassem acerca do racismo, ou melhor, plagiando uma campanha desenvolvida a alguns anos, ONDE VOCÊ GUARDA SEU RACISMO?


Um Feliz 20 de Novembro para todos!

domingo, 7 de setembro de 2008

Na ficção a realidade é outra coisa!











Pintado em 1888, o quadro Independência ou Morte, de Pedro Américo, é a mais conhecida representação do que aconteceu na tarde de 7 de setembro de 1822 (na realidade 6 de setembro). Uma leitura do pintor, cheia de “licenças poéticas”. Pedro Américo resumiu:"A realidade inspira, e não escraviza o pintor."Veja algumas "licenças":
As mulas que levavam a comitiva – incluindo D. Pedro – foram substituídas por imponentes cavalos.
D. Pedro ganhou feições garbosas e ar resoluto – seria impróprio retratar o futuro imperador com expressão de que estava sofrendo incômodo gastro-intestinal. Segundo cronistas da época uma dor de barriga foi o motivo da parada nas colinas do Ipiranga.
A correnteza do riacho devia passar por trás de quem observa a cena. Em nome da estética, o riacho ficou entre a cena e o espectador.

Fonte: Almanaque Brasil Cultura, setembro/2008.
Após a leitura do artigo acima sobre como alguns marcos históricos, ou mesmo personagens históricos foram construído, discuta com seu colegas e responda as seguintes questões: Quais os interesses da elite brasielira em retratar o Ato da Independência de maneira distinta daquela que ocorreu às margens do Ipiranga? Até que ponto podemos relacionar esse fato ao processo de consolidação da independência do Brasil iniciado com a coroação de D. Pedro I?